Chegamos a mais uma comemoração, a mais um ato festivo na Universidade do Estado do Pará. Neste mês, os cursos de Fisioterapia e Terapia Ocupacional comemoram seus 25 anos de existência no norte do país. Pioneira na implementação destes cursos, a UEPA deve realmente comemorar seu feito. Mas será que a atual realidade destes cursos corresponde a toda força que seus pioneiros realizaram para que seus sonhos se transformassem em realidade? Será que os estudantes destes cursos estão recebendo uma educação que esteja à altura da comemoração de tal evento?
As condições que a educação brasileira tem apresentado configuram-na de forma precária. Passamos por um período em que a educação tem tomado pouca importância, tanto para os governos federal e estadual, quanto para as prefeituras. Isso pode ser percebido pela pouca e defasada estrutura das escolas, salários vergonhosos dos professores, material didático que não atendem às demandas estudantis, ausência de profissionais capacitados nos atendimentos nas escolas, além da ausência de uma permanente capacitação para os profissionais que já atuam na rede pública de ensino.
Esta lógica se dá a nível nacional, com raras exceções.
E na Universidade pública brasileira a realidade não é diferente. Percebe-se o total descaso com a estrutura física, falta de docentes, pouco material didático, pouco comprometimento das administrações superiores para com os estudantes, etc. E isso tem se agravado com a implementação de políticas educacionais do governo federal, como o REUNI (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais) e demais cortes de verbas que deveriam subsidiar as universidades (como ocorrido recentemente o Governo do Estado).
Na UEPA não sofremos com o REUNI. Porém, a realidade não tem sido diferente de outros locais, onde sentimos na pele o que é ser estudante da Universidade pública. São muitas as dificuldades enfrentadas, por exemplo, pelos estudantes de Fisioterapia e Terapia Ocupacional:
a) Estrutura física: percebemos que ainda persiste a problemática da falta de salas de aula. Temos presenciado turmas tendo aula no hall da cantina do campus II por não ter sala de aula suficiente para atender o número de turmas existentes. Sabemos que isso se deve a uma priorização de cursos em detrimento de outros. Mas o argumento não deve ser esse, deve-se, na verdade, é garantir estrutura de qualidade para todos.
b) Quadro de professores: ainda sofremos (e muito!) com o quadro de professores reduzidos nestes cursos. Além disso, poucos são aqueles que possuem alguma pedagogia que propicie a aplicação de um conhecimento qualificado. É necessário entender que os docentes devem ter capacitação contínua para a formação de futuros profissionais socialmente responsáveis e realizar imediatamente concurso público para admissão de novos docentes.
c) Ensino: a formação nos cursos da saúde, de modo geral, por mais que tenham passado por reformulações, ainda possui um direcionamento positivista, voltado para a técnica da Ciência. Por mais que seja necessário (e isso não devemos negar), deve-se entender que esta não é a saída para a saúde pública no Estado. Devemos formar profissionais voltados à atenção comunitária, pautados nos princípios e diretrizes do SUS. É mais do que provado que o modelo hospitalocêntrico não resolve as principais mazelas de nossa sociedade. Dessa forma, precisamos de um ensino que esteja pautado nas reais necessidades da população e não nas demandas mercadológicas. E isso é dever da Universidade pública.
d) Pesquisa: a UEPA ainda é débil em produção de conhecimento. E isso não se deve à sua pouca idade, mas sim à falta de priorização no incentivo à pesquisa. Os cursos de saúde, em especial Terapia Ocupacional e Fisioterapia, devem produzir conhecimento para além do que já é produzido. Os estudantes necessitam de iniciação cientifica para aplicação de seus conhecimentos e geração de novos saberes. Ainda são poucas as bolsas de incentivo à pesquisa e devemos exigir mais, com um processo seletivo transparente, sem privilegiar alguns estudantes em detrimento de outros.
e) Extensão: é a aplicação do conhecimento produzido dentro da universidade na sociedade. Na UEPA, são poucos os editais para Extensão e, quando abertos, possuem tempo muito curto de abertura e são colocados em períodos não letivos (como ocorreu no ano de 2009). Devemos garantir mais bolsas de extensão, fazendo com que todos os interessados possam usufruir da experiência de construir e implementar um projeto de extensão. A UEPA ainda possui poucos projetos de extensão frente a número de estudantes que ela possui. Além disso, tais projetos devem estar pautados nas necessidades da população, tornando a UEPA um agente modificador da realidade.
f) Biblioteca: sabemos que houve um grande avanço no acervo bibliográfico. Mas o estudante ainda sente necessidades quanto ao número de exemplares, por exemplo, e até mesmo na renovação destes, muitas vezes defasados e precários (faltando folhas nos livros). Devemos fazer com que a biblioteca do campus II atenda às demandas dos cursos que ali se encontram, propiciando um acervo qualificado e com um bom número de exemplares.
g) Centros Acadêmicos: são entidades representativas dos estudantes que servem para defender e expandir os direitos destes. Há muito tempo CAFISIO e CATO são desrespeitados neste centro, poucas vezes são ouvidos pela administração e, para fazerem valer sua representação, por vezes são obrigados a tomarem medidas mais incisivas e garantir sua participação (como ocorreu no ato comemorativo do jubileu de prata, onde se queria retirar as falas de CAFISIO e CATO). Ainda assim, estes centros acadêmicos têm mostrado sua importância e respaldo.
Os problemas são muitos ainda a serem elencados (laboratórios, cantina, falta do restaurante universitário, falta de uma política de permanência estudantil, laboratório de informática, etc), e muitas vezes nos faz parecer pequenos. Porém, devemos entender que também é responsabilidade nossa fazer com que a UEPA seja referência para a sociedade paraense. E o passo inicial é nos organizarmos nos centros acadêmicos que são legítimos instrumentos dos estudantes, aglutinando e fazendo com que este paute demandas da realidade do curso e da Universidade.
A comemoração deve ser feita. E de forma alguma devemos deixá-la de fazer. Entretanto, devemos olhar para o nosso passado, comparando com o presente e fazendo apontamentos assertivos para o futuro, para que daqui a mais 25 anos não olhemos para o passado percebendo que os problemas continuam sendo os de 25 anos atrás.
Bruno Jáy Mercês de Lima
Coordenador Geral DCE UEPA
Coletivo Romper o Dia!
Executiva Nacional dos Estudantes de Enfermagem - ENEEnf
"Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem" (Rosa Luxemburgo).
quinta-feira, 6 de maio de 2010
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Sobre as vinculações políticas...
Hoje estive conversando com um amigo meu, que faz jornalismo. Adoro conversar com ele, temos muitas idéias em comum, e algumas se complementam, o que torna o debate das conversas bem produtivas. Dentro dessas conversas, ele tocou em um assunto que é bem debatido, sobre a vinculação política de determinados meios de comunicação.
Teoricamente, todo instrumento de comunicação (rádio, imprensa ou televisão) deve ser desvinculado de qualquer tendência política. Mas seguindo um breve histórico, observamos que, na prática, é completamente ao contrário. É histórico o uso dos meios de comunicação pelos governos para poder disseminar suas filosofias (leia-se: vírus ideológico). Exemplos disso: governo Vargas, onde ele utilizava o rádio da época e as músicas para sua propaganda e sua filosofia, a partir disso, seu governo perdurou durante 15 anos ininterruptos; outros exemplos são os governos socialistas, onde espalhavam suas idéias e alienando a população. Esses exemplos deixam claro que, apesar da teoria dizer o contrário, a vinculação acaba existindo, inibindo qualquer possibilidade de neutralidade de opinião.
E o que acontece atualmente é o vínculo da imprensa local com a política e, em especial, com as famílias (leia-se: elite local) que possuem mais "poder" dentro do Estado: os Maiorana e os Barbalho. Fica uma briga de crianças por um doce, que apesar de ter caído no chão, estar todo sujo, ainda sim brigam. Então, quem dança nisso é o povo. Afinal, eles são o doce que é puxado de um lado para o outro, e ninguém se importa. Afinal, massa de manobra é o que eles procuram mesmo. É interessante para eles uma população com informações manipuladas, sem formar opiniões diferentes das que eles pregam. E ninguém aparece para tentar quebrar esse monopólio. Os que aparecem, não recebem incentivo, o que torna a disseminação de informações úteis mais difícil. E, como sempre, nós pagamos o pato.
O que nos resta mesmo é tentar enxergar nossa realidade de uma maneira só nossa. Tentar evitar a opinião dos dominantes é necessário. Tentar garimpar o que nos é interessante também é importante. É nossa única solução, enquanto não aparecer um "salvador da pátria".
Teoricamente, todo instrumento de comunicação (rádio, imprensa ou televisão) deve ser desvinculado de qualquer tendência política. Mas seguindo um breve histórico, observamos que, na prática, é completamente ao contrário. É histórico o uso dos meios de comunicação pelos governos para poder disseminar suas filosofias (leia-se: vírus ideológico). Exemplos disso: governo Vargas, onde ele utilizava o rádio da época e as músicas para sua propaganda e sua filosofia, a partir disso, seu governo perdurou durante 15 anos ininterruptos; outros exemplos são os governos socialistas, onde espalhavam suas idéias e alienando a população. Esses exemplos deixam claro que, apesar da teoria dizer o contrário, a vinculação acaba existindo, inibindo qualquer possibilidade de neutralidade de opinião.
E o que acontece atualmente é o vínculo da imprensa local com a política e, em especial, com as famílias (leia-se: elite local) que possuem mais "poder" dentro do Estado: os Maiorana e os Barbalho. Fica uma briga de crianças por um doce, que apesar de ter caído no chão, estar todo sujo, ainda sim brigam. Então, quem dança nisso é o povo. Afinal, eles são o doce que é puxado de um lado para o outro, e ninguém se importa. Afinal, massa de manobra é o que eles procuram mesmo. É interessante para eles uma população com informações manipuladas, sem formar opiniões diferentes das que eles pregam. E ninguém aparece para tentar quebrar esse monopólio. Os que aparecem, não recebem incentivo, o que torna a disseminação de informações úteis mais difícil. E, como sempre, nós pagamos o pato.
O que nos resta mesmo é tentar enxergar nossa realidade de uma maneira só nossa. Tentar evitar a opinião dos dominantes é necessário. Tentar garimpar o que nos é interessante também é importante. É nossa única solução, enquanto não aparecer um "salvador da pátria".
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Mudar o que?
Lembro perfeitamente da época em que entrei no CAFISIO, na área de assuntos estudantis. Confesso que "caí de pára-quedas" lá, afinal, eu não entendia nada de Movimento Estudantil e, vergonhosamente, confesso que era mais um "pelego". Mas o tempo mostra os caminhos por onde devemos seguir, e indica as pessoas a serem escutadas.
Sempre deixei claro minha aversão aos partidos políticos, em especial nas políticas universitárias. E na discussão de Universidade, todos acusam todos de infiltrar estes, prejudicando de alguma maneira o andamendo acadêmico. Enfim, sempre alguém bate a mão no peito e diz ser a "solução" dos problemas da nossa Universidade. Este ano em especial na UEPa, houve a quebra de um monopólio que se estabeleceu durante anos, em que a UJS (União da Juventude Socialista, atrelada ao Governo petista) foi protagonista de uma total descerebração da multidão acadêmica. Desde então, vários coletivos entraram em uma luta quase que desleal contra eles, por toda uma questão de poder (por ser atrelada ao governo, a UJS tinha maiores chances de se perpetuar). No entanto, mudou. A eleição do DCE da UEPa terminou com a ditadura UJSista, fazendo com que entrasse novos grupos: CONLUTE (atrelada ao PSTU), e Romper o Dia! (alguns atrelados ao PSOL). Pensou-se que tudo mudaria.
Infelizmente, velhos paradigmas continuaram dentro da nossa Universidade. Os partidos continuam a comandar as ações da Universidade, o que não respeita a autonomia que os estudantes têm de seguir as ideologias que quiserem. O grupo majoritário do DCE-UEPa (CONLUTE), acabou por manter esse paradigma, onde apenas as vontades do partido se sobrepõem as dos estudantes. Afinal, eles falam que todos os estudantes decidiram por construir uma nova entidade estudantil, que seria a ANEL, a partir de um Congresso (Congresso Nacional de Estudantes, realizado na UFRJ), que se sobrepôs à demanda local, que seria o Congresso de Estudantes da UEPa. Apesar de não ter ido, em momento algum eu observei um empenho tão grande quanto foi para construir o CNE que, certamente, foi grandioso demais, em detrimento à demanda local. Dá para perceber que não foi construído visando apenas os estudantes, mas sim, visando a consolidação de interesses terceiros.
Enfim, pode ser que eu possa estar falando algum absurdo. Todavia, não dá para engolir que sempre interesses alheios acabem por ofuscar nossas necessidades, enquanto estudantes da UEPa. Até que acabe a ladainha de se apresentarem de algum partido, para depois se identificar como aluno que quer mudar a realidade, continuarems a nos perguntar: "Mudar o que?"
Sempre deixei claro minha aversão aos partidos políticos, em especial nas políticas universitárias. E na discussão de Universidade, todos acusam todos de infiltrar estes, prejudicando de alguma maneira o andamendo acadêmico. Enfim, sempre alguém bate a mão no peito e diz ser a "solução" dos problemas da nossa Universidade. Este ano em especial na UEPa, houve a quebra de um monopólio que se estabeleceu durante anos, em que a UJS (União da Juventude Socialista, atrelada ao Governo petista) foi protagonista de uma total descerebração da multidão acadêmica. Desde então, vários coletivos entraram em uma luta quase que desleal contra eles, por toda uma questão de poder (por ser atrelada ao governo, a UJS tinha maiores chances de se perpetuar). No entanto, mudou. A eleição do DCE da UEPa terminou com a ditadura UJSista, fazendo com que entrasse novos grupos: CONLUTE (atrelada ao PSTU), e Romper o Dia! (alguns atrelados ao PSOL). Pensou-se que tudo mudaria.
Infelizmente, velhos paradigmas continuaram dentro da nossa Universidade. Os partidos continuam a comandar as ações da Universidade, o que não respeita a autonomia que os estudantes têm de seguir as ideologias que quiserem. O grupo majoritário do DCE-UEPa (CONLUTE), acabou por manter esse paradigma, onde apenas as vontades do partido se sobrepõem as dos estudantes. Afinal, eles falam que todos os estudantes decidiram por construir uma nova entidade estudantil, que seria a ANEL, a partir de um Congresso (Congresso Nacional de Estudantes, realizado na UFRJ), que se sobrepôs à demanda local, que seria o Congresso de Estudantes da UEPa. Apesar de não ter ido, em momento algum eu observei um empenho tão grande quanto foi para construir o CNE que, certamente, foi grandioso demais, em detrimento à demanda local. Dá para perceber que não foi construído visando apenas os estudantes, mas sim, visando a consolidação de interesses terceiros.
Enfim, pode ser que eu possa estar falando algum absurdo. Todavia, não dá para engolir que sempre interesses alheios acabem por ofuscar nossas necessidades, enquanto estudantes da UEPa. Até que acabe a ladainha de se apresentarem de algum partido, para depois se identificar como aluno que quer mudar a realidade, continuarems a nos perguntar: "Mudar o que?"
domingo, 20 de setembro de 2009
Sobre as campanhas solid(ot)árias...
Criança Esperança, Pestalozzi de São Paulo... São tantas as campanhas de solidariedade que parece responsabilidade exclusiva nossa sustentar os mais necessitados, ou seja, o governo isenta-se de sua responsabilidade de gestor humano do país por conta da nossa solidariedade. Entretanto, será que essas campanhas são para ajudar mesmo, ou são para nos culpar por todas as mazelas sociais do país, enquanto uns poucos se aproveitam do dinheiro que doamos?
Até outro dia, estávamos vivendo a campanha do "Criança Esperança", onde o Brasil todo se mobiliza para "ajudar" as crianças do Brasil. "Ajudar", porque muita gente doa pela lavagem cerebral que fazem pela tv, na figura da Xuxa e do Didi (que se dizem humanitários e embaixadores da UNICEF), ou porque os seus artistas preferidos estão participando do show de horrores, com as bandas que fazem (leia-se: lavam) a cabeça do povo que, ingenuamente ou otariamente, dão dinheiro para a conta da UNICEF (que é o que falam)... Enfim, acabamos por jogar dinheiro fora, sabendo que já damos MUITO dinheiro para o governo tentar sanar os problemas sociais (que nunca são sanados, enfim).
É ridículo o que os chamados "poderosos" tentam fazer com o povo. Tentam jogar uma responsabilidade da qual não temos que assumir. Dizer que, se não doarmos, crianças morrerão de fome e deixarão de ter futuro, é o terrorismo psicológico mais ridículo que podemos ver. É a mesma coisa dizer que eu, você e os outros somos Presidentes da República. Se somos responsáveis por isso, para que então temos eleições a cada dois anos (alternando eleições municipais e nacionais)? É só para ter algo burocrático então? O povo está cansado de burocracia e de gente inútil nos governando. Tudo bem que é o povo mesmo que coloca as cobras no covil e, para o governo, é ótimo ter um curral de bois com viseira. É ilusão pensar que o governo quer investir em educação, que o dinheiro dessas campanhas de fachada são para a educação. Doe 7, 15 ou 30 reais, assim o Didi e a Xuxa vão agradecer e muito por pagar seus cachês.
Enfim, aos que querem mesmo ajudar aos mais necessitados, coloquem pessoas que realmente queiram melhorar nosso país. E aos que preferem não ver isso, continuem jogando dinheiro fora, circulando em seus currais e se condenando a serem eternos burros.
Até outro dia, estávamos vivendo a campanha do "Criança Esperança", onde o Brasil todo se mobiliza para "ajudar" as crianças do Brasil. "Ajudar", porque muita gente doa pela lavagem cerebral que fazem pela tv, na figura da Xuxa e do Didi (que se dizem humanitários e embaixadores da UNICEF), ou porque os seus artistas preferidos estão participando do show de horrores, com as bandas que fazem (leia-se: lavam) a cabeça do povo que, ingenuamente ou otariamente, dão dinheiro para a conta da UNICEF (que é o que falam)... Enfim, acabamos por jogar dinheiro fora, sabendo que já damos MUITO dinheiro para o governo tentar sanar os problemas sociais (que nunca são sanados, enfim).
É ridículo o que os chamados "poderosos" tentam fazer com o povo. Tentam jogar uma responsabilidade da qual não temos que assumir. Dizer que, se não doarmos, crianças morrerão de fome e deixarão de ter futuro, é o terrorismo psicológico mais ridículo que podemos ver. É a mesma coisa dizer que eu, você e os outros somos Presidentes da República. Se somos responsáveis por isso, para que então temos eleições a cada dois anos (alternando eleições municipais e nacionais)? É só para ter algo burocrático então? O povo está cansado de burocracia e de gente inútil nos governando. Tudo bem que é o povo mesmo que coloca as cobras no covil e, para o governo, é ótimo ter um curral de bois com viseira. É ilusão pensar que o governo quer investir em educação, que o dinheiro dessas campanhas de fachada são para a educação. Doe 7, 15 ou 30 reais, assim o Didi e a Xuxa vão agradecer e muito por pagar seus cachês.
Enfim, aos que querem mesmo ajudar aos mais necessitados, coloquem pessoas que realmente queiram melhorar nosso país. E aos que preferem não ver isso, continuem jogando dinheiro fora, circulando em seus currais e se condenando a serem eternos burros.
sábado, 12 de setembro de 2009
A Roma Antiga Paraense.
Quando estudamos História Antiga, estudamos sobre a Roma Antiga, sobre as formas de governo e as políticas daquela época. E dentre todas as políticas feitas por lá, encontramos a política do "pão e circo", pensada por Júlio César. Muitos afirmam que ela acabou. Mas quem garante isso?
No Pará, temos uma cultura de massa muito forte. Grande parte da população é pobre, onde as possibilidades de crescer são poucas, pela dominação das elites provincianas locais. E ainda tem os políticos oportunistas, que se aproveitam de situações graves de pobreza para se auto-promoverem, com falsas ações de solidariedade. Exemplos disso são alguns radialistas que se auto-proclamam vir do "povão", numa forma de querer crescer a partir da pobreza alheia, o que é uma covardia.
Outro resquício do "pão e circo paraense" são os famosos eventos e aniversários de políticos. É a melhor forma de fechar os olhos do povo diante da inutilidade dos políticos nos gabinetes do governo. Colocam as aparelhagens sonoras, bandas, distribuem os famosos "churrasquinhos de gato", cerveja a preço de custo, enfim... TuDo para eles saiam bem falados. É como diz Gabriel, o Pensador: "e não adianta abrir os olhos do povo, porque se um abre os olhos, mil olhos fecham de novo..." ou seja, se fosse feito um trabalho de educação rígida com essa parte da população, para não serem mais manipulada maliciosamente por esses políticos porcos que, infelizmente, nos governam.
Bom, para quem ainda não acreditava no nosso "pão e circo", é uma forma de abrir os olhos... quem sabe, um dia, essa Roma Antiga acabe por ser destruída também, em especial os políticos, e que reine então a inteligência e a saúde do povo.
No Pará, temos uma cultura de massa muito forte. Grande parte da população é pobre, onde as possibilidades de crescer são poucas, pela dominação das elites provincianas locais. E ainda tem os políticos oportunistas, que se aproveitam de situações graves de pobreza para se auto-promoverem, com falsas ações de solidariedade. Exemplos disso são alguns radialistas que se auto-proclamam vir do "povão", numa forma de querer crescer a partir da pobreza alheia, o que é uma covardia.
Outro resquício do "pão e circo paraense" são os famosos eventos e aniversários de políticos. É a melhor forma de fechar os olhos do povo diante da inutilidade dos políticos nos gabinetes do governo. Colocam as aparelhagens sonoras, bandas, distribuem os famosos "churrasquinhos de gato", cerveja a preço de custo, enfim... TuDo para eles saiam bem falados. É como diz Gabriel, o Pensador: "e não adianta abrir os olhos do povo, porque se um abre os olhos, mil olhos fecham de novo..." ou seja, se fosse feito um trabalho de educação rígida com essa parte da população, para não serem mais manipulada maliciosamente por esses políticos porcos que, infelizmente, nos governam.
Bom, para quem ainda não acreditava no nosso "pão e circo", é uma forma de abrir os olhos... quem sabe, um dia, essa Roma Antiga acabe por ser destruída também, em especial os políticos, e que reine então a inteligência e a saúde do povo.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Já não se fazem mais barzinhos como antigamente...
Ah, 2006... Ano em que eu comecei a frequentar o chamado "barzinho", com voz e violão, tocando boa música, curtindo um ambiente agradável com as músicas tocadas (mesmo que de uma forma não tão bonita), enfim... Época perfeita.
Já faz um tempo que eu não vou. O tempo (na verdade, a falta dele), acaba por me forçar a não poder curtir o que é agradável. Mas aí, encontro um amigo que frequentava comigo, e me disse que outro dia em um. Parece que há uma decadência no repertório. Está havendo uma espécie de decréscimo no talento dos artistas da voz e do violão. As músicas boas estão dando lugar ao chamado "lixo cultural".
É complicado fazer essas informações que eu faço. O que irão falar é ensaiado na cabeça dos que não gostam de coisa boa e nem de escutar a verdade (leia-se: os manipulados pela mídia): "tu és muito preconceituoso, atrasado". Entretanto, o barzinho já anda perdendo a sua essência, que é a de tocar as músicas que realmente são boas, como forma de entretenimento ao público que toma a sua cerveja. Se isso continuar a acontecer, realmente, a arte brasileira estará completamente no fundo do poço.
Aos que gostam da verdadeira arte, tentemos defender o que há de bom na música brasileira.
Já faz um tempo que eu não vou. O tempo (na verdade, a falta dele), acaba por me forçar a não poder curtir o que é agradável. Mas aí, encontro um amigo que frequentava comigo, e me disse que outro dia em um. Parece que há uma decadência no repertório. Está havendo uma espécie de decréscimo no talento dos artistas da voz e do violão. As músicas boas estão dando lugar ao chamado "lixo cultural".
É complicado fazer essas informações que eu faço. O que irão falar é ensaiado na cabeça dos que não gostam de coisa boa e nem de escutar a verdade (leia-se: os manipulados pela mídia): "tu és muito preconceituoso, atrasado". Entretanto, o barzinho já anda perdendo a sua essência, que é a de tocar as músicas que realmente são boas, como forma de entretenimento ao público que toma a sua cerveja. Se isso continuar a acontecer, realmente, a arte brasileira estará completamente no fundo do poço.
Aos que gostam da verdadeira arte, tentemos defender o que há de bom na música brasileira.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Funerais...
Ahh, as férias... Precisava disso para poder pensar em algo interessante, ou para observar algumas coisas e dissertar a respeito. E parece que veio justamente em um período em que "todos" estamos de luto. Michael Jackson morreu aos 50 anos, em 25 de junho de 2009.
Michael Jackson foi eleito o maior astro do pop de todos os tempos. Todo o mundo conhece ele, afinal, celebridades são bem mais interessantes do que pessoas comuns. A mídia não para de falar isso, parece que a morte dele é uma mina de ouro. Tanto que todos exploram isso, como se fosse uma notícia ótima (para a mídia, não deixou de ser, ou vocês acreditam naquelas facetas tristes dos âncoras de jornais?)... Enfim, como vemos isso diariamente, nos comovemos bastante. Ainda mais que o funeral será aberto ao público, provavelmente no rancho Neverland, afinal, os familiares dizem que ele merece uma grandiosa homenagem do público. Pois sim...
Outro dia, em algum hospital público daqui, morreram uns e outros trabalhadores, pais de família, pessoas que não possuem alarde ou interesse nenhum para a mídia mostrar. E pelo que sei, o velório não será em nenhum espaço monumental, e nem as "grandes autoridades" irão comparecer para prestar homenagem. Mas e daí? O Michael Jackson morreu mesmo, todos estamos de luto por ele, que acrescentou em nossas vidas de tal maneira que não conseguiríamos viver sem ele.
Sim, eu sei que vou ser escurraçado por escrever essas ironias. Mas penso da seguinte maneira: muita gente morre de fome no mundo, sofre com a violência urbana da nossa cidade, agoniza diante das nossas mazelas sociais. E quem liga? Afinal, elas não são "importantes", segundo a visão LIMITADÍSSIMA das pessoas, imposta pela mídia... Agora, o povo derrama lágrimas por uma pessoa que, de fato, era talentosíssima (admito que tenho o "Thriller" em casa), mas que não é tão relevante para nossa realidade. O Walter Bandeira, grande compositor e intérprete PARAENSE, morreu tem quase um mês, e nem por isso, o alarde foi tanto. Por que derramar tantas lágrimas pelo Michael? Por que tanto sensacionalismo?
Enfim, eu critico não a morte do artista em si, mas critico todo o universo sensacionalista e limitado das pessoas em derramarem lágrimas por alguém que não vive a nossa agonia, e que esquecem que elas mesmas morrem a cada minuto por todas as dificuldades, que é o que as "autoridades" nos oferece de melhor.
Michael Jackson foi eleito o maior astro do pop de todos os tempos. Todo o mundo conhece ele, afinal, celebridades são bem mais interessantes do que pessoas comuns. A mídia não para de falar isso, parece que a morte dele é uma mina de ouro. Tanto que todos exploram isso, como se fosse uma notícia ótima (para a mídia, não deixou de ser, ou vocês acreditam naquelas facetas tristes dos âncoras de jornais?)... Enfim, como vemos isso diariamente, nos comovemos bastante. Ainda mais que o funeral será aberto ao público, provavelmente no rancho Neverland, afinal, os familiares dizem que ele merece uma grandiosa homenagem do público. Pois sim...
Outro dia, em algum hospital público daqui, morreram uns e outros trabalhadores, pais de família, pessoas que não possuem alarde ou interesse nenhum para a mídia mostrar. E pelo que sei, o velório não será em nenhum espaço monumental, e nem as "grandes autoridades" irão comparecer para prestar homenagem. Mas e daí? O Michael Jackson morreu mesmo, todos estamos de luto por ele, que acrescentou em nossas vidas de tal maneira que não conseguiríamos viver sem ele.
Sim, eu sei que vou ser escurraçado por escrever essas ironias. Mas penso da seguinte maneira: muita gente morre de fome no mundo, sofre com a violência urbana da nossa cidade, agoniza diante das nossas mazelas sociais. E quem liga? Afinal, elas não são "importantes", segundo a visão LIMITADÍSSIMA das pessoas, imposta pela mídia... Agora, o povo derrama lágrimas por uma pessoa que, de fato, era talentosíssima (admito que tenho o "Thriller" em casa), mas que não é tão relevante para nossa realidade. O Walter Bandeira, grande compositor e intérprete PARAENSE, morreu tem quase um mês, e nem por isso, o alarde foi tanto. Por que derramar tantas lágrimas pelo Michael? Por que tanto sensacionalismo?
Enfim, eu critico não a morte do artista em si, mas critico todo o universo sensacionalista e limitado das pessoas em derramarem lágrimas por alguém que não vive a nossa agonia, e que esquecem que elas mesmas morrem a cada minuto por todas as dificuldades, que é o que as "autoridades" nos oferece de melhor.
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